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Cinco motoqueiros e um sonho: encontrar a cidade perdida.
Machu Picchu, por sua incomparável beleza e força espiritual que emana dos remanescentes arqueológicos, é privilegiada por fazer parte de um seleto grupo de monumentos mundiais que milhões de viajantes de cinco continentes sonham em visitar.
A cidade foi uma fortaleza encravada na área mais inacessível dos Andes, escondida dentro da floresta tropical e construída com uma localização geográfica privilegiada que combinava as montanhas sagradas, água corrente e um alinhamento celestial quase perfeito, especialmente para a passagem do deus sol.
Localizada a 2.450m de altitude, Machu Picchu, um dos patrimônios culturais da humanidade, foi toda construída com pedras, unidas perfeitamente sem ajuda de cimento ou barro. Está dividida em duas zonas distintas: a agrária, composta por terraços de cultivo, e a urbana, traçada em forma de "U" com construções de um só piso.
Só foi descoberta em 1911, para sorte do Peru e do mundo, pois as cidades pelas quais os colonizadores espanhóis passaram foram bastante destruídas. Não há certeza de como e nem quando foi erguida, mas é um dos maiores símbolos do desenvolvimento do Império Inca.
Hiram Bingham, historiador norte americano, filho de missionários, que nasceu em 1875 em Honolulu no Hawaii foi empreendedor de diversas expedições pela América do Sul no início do século XX sendo que ao meio dia de 24 de julho de 1911, chegaram a uma pequena cabana onde vivia uma família de camponeses que cultivavam as terrazas Incas e que os recebeu com "uma deliciosa água fresca e batata-doce cozida". Após um breve descanso um dos filhos dos agricultores, Pablito Alvarez de 11 anos de idade, levou Bingham até as edificações que estavam totalmente cobertas pela vegetação de vários séculos. "Centenas de terraços para cultivo se erguiam em camadas como gigantescos degraus". "Esse espaço todo seria suficiente para alimentar uma cidade inteira!". Bingham tinha então 35 anos de idade.
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